Guiana

Quando cogitei conhecer Georgetown, capital da Guiana, sabia que alguns perrengues viriam. Só não imaginava que seriam tantos! Mas nada que tirasse o encanto da visita a um país exótico, muito menos a gostosa sensação de ter um invejável carimbo estampado no passaporte.

O acesso à pitoresca capital é bastante restrito, já que não há voos diretos desde o Brasil. Uma alternativa é voar desde algum país vizinho, vez que algumas empresas estrangeiras operam a rota – mas prepare o bolso, pois os preços não costumam ser nada baratos! Uma segunda opção são as vans que fazem o trecho Lethem-Georgetown, mas essa é somente para os “fortes e destemidos”, pois exige do viajante uma boa dose de desapego. Como já era de se esperar, é a maneira mais barata e foi nela que eu embarquei.

Ouvi falar que existem também ônibus que fazem a travessia, mas não vi rodoviária nem informações a respeito.

Saindo de Boa Vista, capital de Roraima, peguei um ônibus da empresa Eucatur até a cidade de Bonfim/RR, na fronteira com Lethem, na Guiana (Custou R$ 18,50, em out/2013). Logo ao desembarcar na pacata cidade – que está mais para um vilarejo -, vários taxistas me abordaram oferecendo seus serviços até o centro de Lethem. Contratei um por R$ 20 (out/2013) e ele me levou até à imigração brasileira e depois à imigração guianense. Uma vez ingressado no país, embarquei em outro carro – agora na mão inglesa, ou seja, do lado esquerdo da pista ­– que já estava incluído naquele valor acertado no Brasil.

A imigração foi bem tranquila e rápida. Brasileiros não precisam de visto para entrar no país a turismo. A única exigência mesmo foi a apresentação do Certificado Internacional da Vacina da Febre Amarela (se você ainda não tem o seu, clique aqui e veja como obtê-lo).

Encontrar o lugar de onde saem as vans é tarefa fácil. Basta perguntar para qualquer local ou em qualquer estabelecimento. Geralmente as lotações partem à tardinha e é bom você garantir logo o seu assento, pois a oferta de carros não é muito grande e pernoitar em Lethem não deve ser muito agradável.

Negociado o valor (paguei US$ 30 em out/2013) e garantida a vaga, umas 4 e pouco da tarde meu amigo Abel e eu já estávamos dentro da van e uma nova aventura começava. O calor insuportável e o mal estado da van já davam uma ideia de como seriam as próximas horas.

A travessia não é longa: são pouco mais de 500 km que separam Lethem de Georgetown. O que pega aqui não é nem a distância, mas sim o fato que desses 500 e poucos quilômetros apenas os 100 últimos são asfaltados e, principalmente, que os 400 iniciais vão cortando a densa selva amazônica por uma esburacada estrada de chão.

O suado carimbo da Guiana

Fiquei muito contente que a van partiu apenas com o motorista, uma passageira, meu amigo e eu. Acreditei que teria espaço suficiente para espichar as pernas e até mesmo tirar um cochilo durante a jornada. Ledo engano!! Após rodarmos 1 hora, paramos em uma fazenda para pegar um grupo de garimpeiros guianenses. Espremido entre os ocupantes e seus petrechos do garimpo, segui viagem.

À espera dos companheiros de viagem

A noite caia e eu já estava totalmente empoeirado, com fome e com sono. Nada pior poderia acontecer. Outra suposição errada! A van atola em uma cratera com lama e todos descem para empurrar o veículo. Agora além da poeira, sono e fome, a lama até as canelas entravam em cena.

Rodamos um pouco mais e fomos parados por uma barreira policial. Todos para fora da van outra vez, mãos na cabeça e documentos em mão. O policial, concluindo que eu não era garimpeiro, perguntou o motivo da minha viagem. Prontamente respondi: “Turismo”. Ele riu e, em um inglês com sotaque bastante carregado, respondeu: You´re crazy man!!!

Novamente na estrada, devia ser umas 11 da noite, paramos em uma espécie de campo base. Foi a salvação, pois lá além de ter uns salgados para matar a fome, fiquei sabendo que descansaríamos algumas horas antes de seguir viagem. Aluguei uma rede por 5 dólares e, tirando os imensos e sanguinários mosquitos amazônicos, foi um dos melhores investimentos que fiz em toda minha vida.

Lá pelas quatro da manhã o motorista decretou a alvorada. Todos novamente na van para continuar o martírio trajeto. Antes de amanhecer outra parada se fez necessária: tínhamos que pegar uma balsa para transpor um rio.

Amanhecia na estrada

Já era dia claro e tudo seguia normalmente: o carro sacudindo para um lado e para outro, muito calor, muita poeira e o cheio nada agradável de uns 15 caras sem banho. Mais algumas horas e estaríamos em Georgetown.

Mais uma barreira policial e eis que o asfalto inicia!! Ótima notícia, pois sabia que eram os últimos 100 quilômetros. Sim, os 100 km mais longos que já percorri.

23 horas depois e 548 quilômetros percorridos, finalmente eu estava em Georgetown! Era um misto de alegria, sensação de dever cumprido e vontade de tomar um banho. Eu estava imundo, mas feliz. Se tivesse pesado, acredito que carregava uns 2 quilos em poeira!

Georgetown se mostrou simpática, mesmo sem ter muitas atrações a serem exploradas. Pelos fortes resquícios das colonizações holandesa e britânica, somado ao idioma oficial inglês – chamado por lá de creole – e a população predominantemente africana, não é difícil esquecermos por instantes que estamos na América do Sul.

Juntamente com o grande amigo Abel, buscamos o bem localizado New Tropicana Hotel, que funciona no mesmo prédio do Jerries All Night Long, uma espécie de bar/restaurante 24 horas, que é o point dos locais. Há karaokê, muita música e algumas noites da semana são bem movimentadas. Acabamos conversando bastante com o “figura” Jerry, dono da espelunca do estabelecimento, que gentilmente nos levou para um “city tour” pela noite da capital guianense.

Degustando uma Banks no movimentado Jerries All Night Long

Durante o dia vale a pena dar uma passada no Stabroek Market, o mercado público da cidade, onde se encontra todo o tipo de bugiganga; na St. George’s Cathedral (North Road esq. King St); no City Hall (Regent St. esq. Avenue of the Republic), a Prefeitura de Georgetown; na High Court (Croal St. esq. Avenue of the Republic); estes últimos construídos em madeira no século XIX, influência da colonização holandesa. Ainda, não custa nada dar uma caminhada até o Seawall, um muro construído à beira mar para proteger a cidade das enchentes.

Georgetown abriga também o principal museu do país, o Guyana Museum (North Road entre Church St. e Water St), o Museum of African Art (Barima St.) e a The National Art Gallery (Main St.), mas nesses acabei não entrando.

À noite a dica é pegar um táxi – por segurança, evite caminhar pelas ruas depois de escurecer – e ir ao impressionante Gravity Lounge¸ um bar/restaurante localizado no 6º andar do United Center Mall (Regent St. esq. Camp St). O local oferece um cardápio de carnes, peixes, massas, hambúrgueres e comida caribenha, além de servir diversas cervejas e  drinks. O preço é um pouco acima da média para os padrões guianeses, mas definitivamente vale a ida pela experiência e pela bonita vista que se tem da cidade.

Dizem que “quanto mais difícil a subida mais bonita é a vista lá de cima”. E assim foram meus dias por Georgetown: difíceis até chegar, mas compensadores pelas paisagens, diferenças culturais e principalmente pela vivência (ainda que rápida) em um país tão distinto do nosso.

E aí… embarca nessa indiada ou não?!

Dicas Matadoras de Buenos Aires

Feiras ao ar livre, Caminito, ruas elegantes e arborizadas, choripan, Cemitério da Recoleta, empanadas deliciosas, Plaza de Mayo, armazéns do século XIX, tango por todos os lados, Obelisco, livrarias, boas carnes e bons vinhos… Ahhh Buenos Aires!!! Tudo isso e muito mais você encontrará por lá. Mas para chegar a todos esses lugares e aproveitá-los ao máximo, deixo aqui, querido(a) leitor(a), algumas dicas valiosas da linda Capital Porteña. 

Cozumel

Ostentando a fama de ser um dos melhores locais para mergulhos no mundo, a ilha de San Miguel de Cozumel encanta a todos, sejam mergulhadores ou não.

Localizada no Estado de Quintana Roo, na Riviera Maya do México, Cozumel possui 52 km de norte a sul e 14 km de leste a oeste. Está a 18 km da costa e faz parte do Gran Arrecife Mesoamericano, considerado a 2ª maior barreira de corais do mundo, perdendo apenas para Great Barrier, na Austrália.

Boston

Sem dúvida uma das cidades mais interessantes que visitei nos Estados Unidos. Boston simplesmente surpreende quando, com muita maestria, consegue harmonizar uma imensa bagagem histórica com traços de modernidade. O resultado dessa mescla é a gostosa sensação de ora caminhar por ruas estreitas de paralelepípedos e luminárias amarelas, ora percorrer grandes avenidas com modernos edifícios e carros de última tecnologia passando ao seu lado.

Não raras vezes é possível esquecer que estamos em solo americano e ter a impressão de estar em alguma cidadezinha do leste europeu. A razão disso se dá pela resistência que possui Boston em se entregar por completo à modernidade, aliada aos fortes resquícios da colonização inglesa no ano de 1630 e a consequente transformação da cidade em um dos principais centros culturais da América. Vale lembrar, também, que as intensas disputas entre americanos e ingleses – como, por exemplo, o Boston Tea Party, em 1773, quando colonos americanos invadiram as embarcações da Companhia Inglesa das Índias e lançaram o carregamento de chá ao mar –, contribuíram em muito para a formação do atual cenário.

Vistos

Vistos

O visto é sem dúvida uma das maiores preocupações dos viajantes, principalmente daqueles que gostam de ficar um pouco mais pelos países de destino.

Consiste em um documento emitido por um determinado país concedendo ao viajante a permissão para entrar em seu território por certo período de tempo e para certas finalidades. Geralmente são carimbados ou anexados ao passaporte do requerente.

Em muitos países o visto não é necessário, mas outros exigem o documento.

Para a confecção do visto, cada país possui a sua própria lista de requisitos. Junto aos consulados e embaixadas do local destino é possível obter as informações dos documentos obrigatórios. Diversos países fazem o visto na própria imigração.

Abaixo segue a lista dos países que não exigem visto para Brasileiros, em até 60, 90 ou 180 dias, de acordo com sua legislação:

África do Sul, Alemanha, Andorra, Antilhas Francesas, Argentina, Áustria, Bahamas, Barbados, Bélgica, Bolívia, Bósnia, Guiana, Bulgária, Chile, Colômbia, Coréia do Sul, Costa Rica, Croácia, Dinamarca, Equador, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Filipinas, Finlândia, França, Grécia, Guatemala, Honduras, Holanda, Hong Kong, Hungria, Irlanda, Islândia, Israel, Itália, Liechtenstein, Luxemburgo, Malásia, Marrocos, México, Mônaco, Namíbia, Noruega, Nova Zelândia, Panamá, Paraguai, Peru, Polônia, Portugal, Reino Unido, República Tcheca, Romênia, Rússia, San Marino, Suécia, Suíça, Suriname, Tailândia, Trinidad e Tobago, Tunísia, Turquia, Ucrânia, Uruguai, Vaticano e Venezuela.

Agora que você já sabe, é só escolher o destino!

Vacinas

Toda viagem, independente do destino, demanda uma série de preparativos e providências. E estar com as vacinas em dia é uma delas. Muito mais do que uma exigência imigratória de alguns países, – clique aqui para ver a lista – estar vacinado previne doenças que podem interromper sua viagem ou, nos casos mais graves, nem deixá-lo partir. Nesse tema, a Febre Amarela é uma das maiores preocupações dos viajantes. Mas fique tranquilo: o procedimento é bem fácil e aqui você encontra todas as informações necessárias.

Passaporte

Passaporte

Item fundamental de qualquer viajante, o passaporte é o documento de identificação que permite o portador cruzar a fronteira de um determinado país. É nada mais que uma identidade válida internacionalmente.

Mesmo que ainda não tenha nenhuma viagem marcada, é sempre bom tê-lo pronto e válido. Promoções surgem a todo o momento e devemos estar preparados.

Bay Islands

Se a ideia é mergulhar em dive sites próximos da costa, com águas mornas e ótima visibilidade, abundante vida marinha – são milhares de peixes, corais, arraias, esponjas, tartarugas, etc – e preservados naufrágios, pagando por isso tudo um preço bem barato, considere colocar as Bay Islands (Ilhas da Baía), em Honduras, como seu próximo destino.

Embora a Ilha de Guanaja também faça parte da Baía de Honduras, são as ilhas de Utila e Roátan que dão fama ao lugar. Cada qual com sua peculiaridade, mas com um tema em comum: o Mergulho. E não é pra menos, pois seus recifes fazem parte da segunda maior barreira de corais do mundo – se estende da costa de Honduras à do México, passando por Belize -, ficando atrás apenas da Great Barrier da Austrália.

Volcano Boarding no Vulcão Cerro Negro

A histórica cidade de Léon, na Nicarágua, é o único lugar no mundo onde é possível deslizar em um vulcão ainda atividade.

A brincadeira se chama Volcano Boarding e consiste em uma veloz descida, sentado sobre uma prancha de madeira compensada, na encosta do Vulcão Cerro Negro – bastante ativo, teve 20 erupções desde 1850.  A velocidade da descida é medida por um radar.  Roupas e óculos de proteção são fornecidos por segurança, mas isso não afasta o risco de uma inesperada erupção, tampouco de inalar as toxinas e gases emitidos pelo vulcão.

Mergulhando no Blue Hole, Belize

Muito provável que você já tenha visto uma imagem de lá rolando pela internet. Talvez tenha tido ela, inclusive, como papel de parede do seu computador. Se você não se recorda do Blue Hole, vou refrescar sua memória:

O Great Blue Hole

O Great Blue Hole – Grande Buraco Azul, em tradução livre – é literalmente um “buraco” de gigantescas proporções – 300 metros de largura e 124 de profundidade –, localizado próximo ao centro do Lighthouse Reef, há aproximadamente 100 km da costa de Belize. Faz parte da extensa barreira de corais do país e foi declarado Patrimônio Mundial pela UNESCO em 1996.

A imensa cratera ficou mundialmente conhecida quando o mergulhador francês Jacques Cousteau declarou tratar-se de “um dos 10 melhores pontos de mergulho no mundo”. E não foi à toa! Com suas águas mornas e transparentes, somado à formação diversidade de vida marinha, o Great Blue Hole passou a figurar na bucket list da maioria dos mergulhadores recreacionais.

As saídas de mergulho ocorrem das 6 da manhã às 6 da tarde e compreendem 3 mergulhos. A viagem até o primeiro dive site é longa – 2:30 horas, em média – mas os barcos costumam ser confortáveis e oferecerem água e frutas.

O primeiro spot é o próprio Blue Hole, por ser a mais profunda das imersões. Passado o briefing e dividido o grupo, é feita uma descida a 40 metros, onde se vê a impressionante formação de estalactites e estalagmites. No local não há corais e nem muita vida marinha, mas é possível ver alguns peixes, além de espécies de tubarão de arrecife (Caribbean Reef Shark, Nurse Shark, Lemon Shark, Blacktip Shark). Se der sorte você poderá encontrar também algum Bull Shark, Tiger Shark e/ou Hammerhead Shark perdido por lá.

Caribbean Reef Shark no Blue Hole

O segundo mergulho é feito no Aquarium, na parte de fora do Blue Hole, no Lighthouse Reef, um atol de águas rasas, mornas e transparentes. Aqui a fauna e flora marinha dão as caras em expressiva quantidade. Além de coloridos corais, você encontrará diversas espécies de peixes (Barracudas, Groupers, etc), tubarões de arrecifes e tartarugas.

Antes do último mergulho o barco faz uma pausa para o almoço no Audubon Sanctuary of the Red Footed Booby Birds, onde se pode observar essas aves (também conhecidas como Sula Sula), além de grandes iguanas. E é claro, dar uma cochilada na sombra de um coqueiro após o rango!

Foto 3 - Blue HoleAudubon Sanctuary of the Red Footed Booby Birds – Pausa para o almoço!

De volta ao barco, o 3º e último mergulho é no Half Moon Caye. Com características similares à 2ª imersão, acrescenta-se a quantidade de arraias e nurse sharks.

No vídeo abaixo você confere um resumo desses “mergulhões” no Blue Hole, em Belize:

Diversas Dive Shops fazem o Great Blue Hole, partindo tanto de San Pedro quanto de Caye Caulker. Como é de se esperar, há diferença nos preços e na qualidade do serviço. Quando fui, em maio de 2013, utilizei os serviços da Amigos Del Mar, de San Pedro. À época eles eram credenciados PADI e prestaram um ótimo serviço, com um excelente barco, boas comidas e tripulação educada. Paguei US$ 350, já com as taxas (maio/2013), o que era acima da média dos concorrentes, mas achei justo o valor em razão da boa reputação e da qualidade do barco. No entanto, desde 2014 a Amigos Del Mar não é mais afiliada PADI e não sei como estão seus serviços.

A Belize Diving Adventures é credenciada PADI em San Pedro e opera expedições para Blue Hole e outros arrecifes. Mas nunca mergulhei com eles.

 

Informações que você precisa saber

– A escolha da Dive Shop é muito importante: Leia bastante à respeito dela antes de contratar a expedição.

– A viagem dura praticamente o dia todo. Embora as águas daquela região sejam tipicamente calmas, enjoos podem acontecer. Se você é propenso a essa situação, não esqueça o remédio.

– Os preços dos mergulhos em geral são negociáveis, variando pelo número de pessoas, dias de mergulho, aluguel de equipamentos etc.

– Na alta temporada (jan/fev e jun/jul) os barcos costumam ficar cheios. Talvez uma reserva seja recomendável.

– Com os barcos cheios, cresce a importância de controle do seu equipamento. É razoável identificá-lo antes de embarcar.

 

Como chegar a San Pedro e/ou Cave Caulker

Partindo de Belize City, você tem a opção de pegar um voo ou um ferry (water taxi) até as ilhas. Para a primeira alternativa, a empresa Maya Island Air opera a rota por aproximadamente US$ 150 ida e volta. O voo dura de 15 a 20 minutos e partem praticamente de hora em hora, desde as 7 da manhã às 4 da tarde.

Já para a segunda opção, bem mais econômica, a empresa Belize Water Taxi te leva por US$ 15 um trecho ou US$ 25 ida e volta. Assim como os voos, há bastante oferta de water taxis. Consulte os horários clicando aqui.

E aí… pronto para mergulhar nesse paraíso?